terça-feira, 26 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
William-Adolphe Bouguereau
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William-Adolphe Bouguereau (La Rochelle, 30 de novembro de 1825 – La Rochelle, 19 de agosto de 1905) foi um professor e pintor acadêmico francês. Com um talento manifesto desde a infância, recebeu treinamento artístico em uma das mais prestigiadas escolas de arte de seu tempo, a Escola de Belas Artes de Paris, onde veio a ser mais tarde professor muito requisitado, ensinando também na Academia Julian. Sua carreira floresceu no período áureo do academicismo, sistema de ensino do qual foi um ardente defensor e do qual foi um dos mais típicos representantes.
Sua pintura se caracteriza pelo perfeito domínio da forma e da técnica, com um acabamento de alta qualidade, obtendo efeitos de grande realismo. Em termos de estilo, fez parte da corrente eclética que dominou a segunda metade do século XIX, mesclando elementos do neoclassicismo e do romantismo em uma abordagem naturalista com boa dose de idealismo. Deixou obra vasta, centrada nos temas mitológicos, alegóricos, históricos e religiosos; nos retratos, nos nus e nas imagens de jovens camponesas.
Acumulou fortuna e granjeou fama internacional em vida, recebendo inúmeros prêmios e condecorações — como o Prêmio de Roma e a Legião de Honra — mas no final de sua carreira começou a ser desacreditado pelos pré-modernistas. A partir do início do século XX, logo após sua morte, sua obra foi rapidamente esquecida, chegando a ser considerada de todo vazia e artificial, e um modelo de tudo o que a arte não deveria ser, mas na década de 1970 começou a ser novamente apreciada, e hoje é considerado um dos grandes pintores do século XIX. No entanto, ainda existe bastante resistência ao seu trabalho, permanecendo a polêmica em seu redor. Saiba mais aqui.
O nascimento de Vênus
L'etoile Perdue
As tristezas do amor
Lidylle
quinta-feira, 21 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Tudo que vicia começa com "C"
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Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma idéia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.
TUDO QUE VICIA COMEÇA COM "C"
Luiz Fernando Veríssimo
Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma idéia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Brahms - para ouvir e sentir
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Hoje, 7 de maio de 2012, comemoro os 179 anos daquele que é o meu compositor favorito, a quem dedico uma profunda devoção, Johannes Brahms. Os meus três compositores preferidos, na ordem, são Brahms, Beethoven e Bach. Os 3B’s, como dizem (não, não me venham com BBB). Não é difícil as pessoas incluírem esses três gênios como os seus compositores preferidos. Difícil é colocar Brahms como o primeiro da lista. Geralmente é Beethoven ou Bach. Às vezes, Mozart, às vezes, Wagner, e por aí vai. Mas eu coloco Brahms. Sei que não sou o único, sei de outros casos, mas poucos, bem poucos, se compararmos com os outros compositores mencionados.
Claro que isso é uma questão de gosto pessoal, obviamente, é algo subjetivo, de identificação particular, não há um critério objetivo que se apresente para afirmar: Brahms é melhor que Beethoven ou Bach. E não digo que Brahms é melhor que eles. E nem desejo realizar comparações. Apenas digo que Brahms é o meu favorito porque sua música reúne uma série de características com as quais me identifico total e profundamente e que não encontro reunidas em nenhum outro compositor. Não há uma só composição de Brahms que eu não aprecie com intensidade. Diria mais, não há um só trecho de Brahms que eu posso dizer: “não gostei dessa parte”. Isso não existe para mim. Obviamente, conheço a fundo toda sua obra. Ao menos, aquelas obras que ele não destruiu. Brahms, um perfeccionista, quando não se dava por satisfeito com um trabalho, destruía-o, queimava-o. Fico imaginando, inconsolável, quanta música de qualidade ele deve ter queimado. Sim, porque mesmo que o próprio Brahms não estivesse satisfeito, estou certo que eu iria apreciar.
Mas o que há em Brahms que eu tanto admiro? Muita coisa, a começar pelo seu perfeito equilíbrio entre mente e coração. Brahms era um romântico, sua música inclui-se na época do Romantismo, porém não se limita a ele. Brahms não era um romântico como qualquer outro. Sua música não se deixa levar por sentimentalismos, por emoções fáceis, por inspirações não lapidadas. Sua obra é intensamente emocional, porém fruto de uma emoção densa, profunda, autêntica, exaustivamente trabalhada, concentrada, pensada, refletida, sem impulsividades, sem precipitações, sem exageros, sem grandiloquências desnecessárias.
Ouvir Brahms exige real concentração, devoção, eu diria. Sua música não é de fácil assimilação, não foi feita para agradar ouvidos, mas para comunicar ao mais profundo de nossa sensibilidade, mente, espírito, como queiram. Sua substância densa, complexa, de cores predominantemente sombrias, geralmente melancólica e emocionalmente pesada não é para momentos de descontração ou de amenidades. Não se encontram na obra de Brahms firulas de exibicionismo técnico ou artificialismos. É arte verdadeiramente vivida. É música séria, severa, firme, segura, assentada sobre bases sólidas, de uma força áspera, às vezes, selvagem, que jamais se rende.
Mas Brahms também sabe ser lírico, apaixonado, amável, terno, suave, luminoso, porém nunca derramado. É trágico, mas jamais melodramático. É vitorioso, sem nunca descambar para felicidades incontidas. Brahms sonha, mas é um sonho cuidadoso, cauteloso, sem expectativas ilusórias. Não há espaço para otimismos de sorrisos fáceis.
Brahms é um forte.
Texto de Alessandro Reiffer.
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