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terça-feira, 19 de junho de 2012

Tudo que vicia começa com "C"

TUDO QUE VICIA COMEÇA COM "C"
 Luiz Fernando Veríssimo

Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma idéia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.

Para refletir

terça-feira, 13 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Frase do dia!

“Nossa vida mais real acontece quando vivemos nossos sonhos acordados.”

Thoreau



Imagem do Google

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Se o homem pensasse como os animais...


Se o homem pensasse como o pássaro...
festejaria cada amanhecer com uma linda canção.
Se o homem pensasse como o cavalo...
ultrapassaria os obstáculos com classe, firmeza e determinação.
Se o homem pensasse como o cão...
faria do amor uma constante troca de carinho, lealdade e fidelidade.
Se o homem pensasse como o gato...
teria calma e equilíbrio em qualquer dificuldade.
Se o homem pensasse como a abelha...
constataria que nada se constrói sozinho.
Se o homem pensasse como a formiga...
veria que trabalho e sucesso trilham o mesmo caminho.
Se o homem pensasse como a baleia...
veria a importância do poder da solidariedade.
Se o homem tivesse a pureza e a simplicidade de ser dos animais...
a paz mundial deixaria de ser um sonho e seria uma realidade.............

domingo, 26 de fevereiro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Olhai os lírios do campo!

"Quero aprender cada vez mais a ver beleza maior nos lírios do campo do que nas vestes de Salomão, ou seja, quero aprender a ter alegria nas coisas simples que a natureza e a vida nos oferecem em tão grande abundância."

Silvio Meincke


Se quiser ler mais sobre os lírios do campo, clique aqui (fonte da foto).

domingo, 22 de janeiro de 2012

Flores...





"Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las."
(Augusto Cury)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Era tudo o que eu gostaria de escrever...

Belíssimo texto de Luís Fernando Veríssimo sobre o Big Brother Brasil (BBB). Daqui.
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. [...] Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
[...] Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Obs.: BBB* - Big Brother Brasil

Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Para refletir...


Quando o toureiro é atingido a mídia mostra, mas e quando é o touro? Ele não sente dor? Reflita sobre isso. Creio que grande parte da maldade cometida por humanos deve-se ao fato de a humanidade não se colocar no lugar do outro, seja quem for esse outro.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

Mensagem aos seguidores e visitantes do Blog


Meu desejo é que neste Natal a humanidade se dê conta de comemorar o que realmente significa esta data: o nascimento de Jesus. Desejo que, ao invés de presentes, as pessoas se abracem, desejem paz uns aos outros e voltem seus corações para o bem. E que 2012 não seja o fim do mundo, mas o fim de uma era de guerras, maldades, mortes estúpidas e o início de uma nova era, de paz e amor entre os povos de todas as raças e entre todas as espécies deste planeta. A humanidade precisa de fé e de amor! Feliz Natal a todos e um novo ano repleto de luz!
Obrigada a todos os seguidores e visitantes pelos acessos, mensagens, comentários...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tempo...


"Tempo, algo poderoso
que me domina.
Envelhece o meu rosto
pouco a pouco
e modifica a minha alma.

Tempo
que aproxima-me
e separa-me das pessoas
que amo.

Tempo que não
para, não espera.
Vivo tentar vencer-te
Para aproveitar melhor esta viagem que é a vida.

Tempo que devora e faz nascer.
É de ti que surgem as saudades
e os reencontros.
Tempo... relógio que comanda a vida
e até os sentimentos."

Lígia Pinto Rosso

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Advento


Uma artista da nossa Comunidade recortou essas figuras do presépio: A Maria, o José e o Menino. Depois, no lugar dos pastores de ovelhas, que eram marginalizados na sua época, ela colocou pessoas marginalizadas da nossa época: O rapazote cadeirante e a mãe com sua criança pequena. Será que se trata de uma mãe que precisa criar sozinha seu menino? Junto com eles, um senhor idoso e frágil apoiado na bengala. Essas pessoas encontram acolhida na manjedoura. São pessoas pouco importantes na hierarquia de valores que nossa sociedade estabelece, já que valoriza mais quem produz mais e quem pode comprar muitas coisas que brilham.
Se a artista fosse brasileira, talvez incluiria uma família de indígenas.
Na manjedoura, essas pessoas da margem são benvindas, uma vez que o próprio menino teve como primeira cama um comedouro de vacas.
Nesses dias, representantes dos governos do mundo inteiro se reúnem mais uma vez para tomar decisões sobre a redução das causas que estão mudando o clima sobre a Terra. Será que eles colocarão os mais frágeis no centro das suas decisões? Pois, serão os mais pobres e mais fracos que sofrerão, por primeiro, as consequências das mudanças climáticas. Aliás, já estão sofrendo.


Desenho da artista Brigitte Kraft, que mora na cidade de Schwäbisch Hall, no Sul da Alemanha.
Texto do Pastor Silvio Meincke, da Alemanha.

domingo, 20 de novembro de 2011

Bela poesia do Pastor Silvio Meincke


O murmúrio das vertentes

Nas ladeiras da colina.

Cantoria de saracuras

Nas ramadas da campina.

O labor do João de Barro,

O arrulho da pombinha

Balbuciam a oração

Pela paz na criação.



O rugir da cachoeira,

O silêncio do remanso.

Os segredos da floresta,

E a fera em descanso.

Muitas ervas nas lavouras,

Mil cantares entre flores

Balbuciam a oração

Pela paz na criação.



O suspiro da saudade,

Galanteios e rumores.

O espanto da surpresa,

O sussurro dos amores.

Cada fôlego de vida,

Cada flor que desabrocha

Balbuciam a oração

Pela paz na criação.



Alimento esperanças

De ver cada ... aahh ... de vida

Alcançar sua formosura

Com espaço e guarida,

Com seu próprio ... oohh ... de ser

Seu direito de viver.

Essa é minha oração

pela paz na criação.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais repercussões sobre o texto...

E-mail recebido do Jurista João Rogowski (encaminhado também aos Des. Ruy e Foerster):

Queridos amigos,
categoria em que já me arvoro no direito de incluir a Michele pelas afinidades de vida, histórias e personalidades que logo verifiquei ao ler o seu depoimento hoje.

A repercussão em torno do texto da Michele em nada me surpreende, tem forma e conteúdo. Bem escrito e com uma sinceridade tocante, que emerge dos recônditos da alma, deu nisso: SUCESSO!

Eu estou deveras feliz, pois, eu creio que estejamos acolhendo mais um membro à nossa CONFRARIA DAS MENTES QUE BRILHAM, nas letras e nos pensamentos, digo isso muito mais em relação a vós outros do que a mim mesmo.

Deus abençoe.

Fraternal Abraço.

Rogowski

Repercussões sobre o meu texto...

Sintetizando, eu gostaria de ter uma filha assim ou até uma mulher/companheira com todos estes predicados ostentados e elencados no jovial e interessante relato de Michele Andres.
Bem entendido, o que estou a fazer, trata-se de um admirado e polido cumprimento, apenas isso!
Des. Alfredo Foerster

Dileto amigo Ruy,
A vida tem seus mistérios. Identifiquei-me com a Senhorita Michele Andres ao ler o seu relato sobre sua infância muito parecida com a minha, como tu sabes. Também como já revelei em nossa “Ágora Virtual” eu sou autoditada, tendo me alfabetizado sozinho aos cinco anos de idade. Igual a ela, quando fui para a 1ª série, já sabia ler e escrever.
Compreendo bem o que ela diz ao referir-se a sua infância, falamos a mesma língua, ela é uma pessoa de valor, assim como também sua família, jóias raras hodiernamente.
Jurista João Rogowski

Michele lendo esse texto tbm me reporto ao teu tempo e me emociono pq conheço a história. Coisa linda. Exemplo de caráter, de dignidade e família. Amo vcs.
Jane Pozza Garcia

Lendo teu texto lembrei que participei da tua infância e do que fazíamos juntas, coitada da tua mãe, credo! Muito bom!
Luciane Andres

Lindo e verdadeiro texto sobre sua infância, que tive a honra de acompanhar, assim como acompanhei a infância de suas irmãs e irmãos por sermos vizinhos e amigos inseparáveis! Bj Michele!
Ana Meri Garcia

Increible!!!! é o campeão de acessos da semana!!
parabéns!
Des. Ruy Gessinger

Minhas reflexões publicadas no blog do Des. Ruy Gessinger

Ao ler o texto "Pequenas e humildes reflexões sobre as famílias alemãs de antigamente", do Des. Ruy Gessinger em seu prestigiado blog, fiz as minhas próprias reflexões e as remeti por e-mail.
O texto foi publicado na íntegra e teve repercussões que me causaram emoção e felicidade!
Veja o texto:

Caro Ruy,

me reportei à infância lendo teu texto.

Não tínhamos (e não temos) grandes posses e, quando nasci, a situação financeira não era das melhores, mas nunca passamos fome. Recém-nascida, dormia em duas cadeiras de palha, encostadas à cama de meus pais; o berço veio bem depois, usado. Minha mãe fazia minhas roupas. Não tinha todos os brinquedos que queria e ela sempre me explicava que não podia comprar (naquela época não havia lojas de R$ 1,99 nem brinquedos a preços baixos), algumas vezes eu entendia, outras não, mas isso não se tornou, de forma alguma, em rebeldia. Pelo contrário, mostrou que era necessário estudar para poder adquirir os bens materiais desejados. (segue)

domingo, 6 de novembro de 2011

A bela rosa...




"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"
Machado de Assis

sábado, 5 de novembro de 2011

Refletindo...

"A natureza e a música erudita são, para minha alma, como o ar é para os meus pulmões".
Michele Andres
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